domingo, 9 de janeiro de 2011

Da difícil (e prazerosa) tarefa de escrever...

Há quase um ano não escrevo aqui. Mas, depois de muitas tentativas de volta - e espero não parar de escrever daqui pra frente - retorno à minha escrita... Mudarei algumas coisas neste blog, o que significa que não escreverei exclusivamente sobre a relação entre literatura e a cidade. O tema, obviamente, não será abandonado de vez, mas não será obrigatório, afinal de contas não faz muito sentido eu me ver castrado por uma regra que eu mesmo criei. Depois de romper com Deus a última coisa de que necessito é de um novo impostor de regras.
Escrever não é fácil. Cada dia fico mais acostumado a apenas ler ou ver; e, de forma bastante incômoda, escrever fica sempre pra depois, mas por quê? Suponho haver um zilhão de respostas a isso, desde a formação educacional que não nos estimula à ação até mesmo às facilidades que a passividade nos oferece cada vez mais: tornamo-nos "seres informados" pelos twitters da vida (que eu adoro) e divulgamos informações de forma tão rápida que beira a náusea, mas ao mesmo tempo nos transformamos em seres que não produzem informação. E escrever é produzir. E produzir não é fácil. No entanto, ao contrário do que pensam aqueles que igualam dificuldade com sofrimento, eu acho que produzir é extremamente prazeroso. Difícil e prazeroso, escrever é assim.
Ao mesmo tempo é arriscado demais escrever, pois corremos um risco enorme de sermos lidos. Sermos lidos... É um pouco assustador, mas faz parte da ação, da produção, da escrita, da disputa. Escrever é disputar, é dar a cara a tapa, é apanhar, é bater, berrar, beliscar, bolinar, burlar, brigar, beneficiar, brincar, batizar, bolar, bilhar, bala, bela, bila, bola e bula.
Como é bom! Mesmo quando é um textinho sem vergonha apenas para aquecer os dedos e o teclado, já faz uma diferença enorme tê-lo postado, com a última ressalva aos possíveis leitores que as próximas produções serão mais interessantes que essa, pois escrever também é transformar!

7 comentários:

Anônimo disse...

É isso aí! Faça da arte de escrever um prazer. Com menos filtros p/ si mesmo... Apenas deixar extravasar! Público já tem! beijo, DR

Petrô disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudio Ribeiro disse...

Mas não exclui nenhum comentário...eu hein, senhor blogger?

Fernanda disse...

Cláudio, seu impostor de regras!!
Vc cria suas próprias regras, e depois fica desconfiado da legalidade delas? Já cogitou a esquizofrenia? hehehe

Cláudio Ribeiro disse...

Fê, claro que já cogitei, mas logo depois descartei...ops...acho que você pode ter razão, rsrsrs.

Petrô disse...

"é bater, berrar, beliscar, bolinar, burlar, brigar, beneficiar, brincar, batizar, bolar, bilhar, bala, bela, bila, bola e bula." isso pra ficar apenas na letra b... por enquanto me contento muito com o papel de leitora, heheheh

nositiodoscar disse...

Será que romper com deus significa rompor com você ou com aquilo que chamam de consciência?